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22.2.22

ATIVIDADES PARA IMPRIMIR - SEMANA DO CARNAVAL - SEQUÊNCIA DIDÁTICA





 

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2.11.19

ARTE E ALFABETIZAÇÃO - Você sabe o que é Alfabetização Visual?


Você já ouviu falar em Alfabetização Visual ?

Vivemos em uma sociedade cada vez mais cercada por imagens e elas estão carregadas de mensagens  explícitas e implícitas que  influenciam como pensamos, como nos relacionamos e até mesmo como nossa identidade é constituída.


Segundo Quilici e Gouvea (  2017 p.324)  " [...] quando a criança esta aprendendo a ler , os livros ilustrados são os preferidos..."

As crianças durante os primeiros anos na escola são incentivadas a fazer a leitura dessas ilustrações e esse exercício continua por um tempo, até que a imagem deixa de ser percebida como um linguagem e vai se esvaindo dos livros dando lugar somente ao texto verbal dando enfase as palavras e deixando de lado a análise das imagens.

Podemos dizer que muitas das  escolas atualmente privilegiam apenas a forma de ler e escrever  sem fazer conexões com  a leitura de imagens.

Porém, a escola , não pode deixar de considerar que a criança esta envolta a uma sociedade onde as mensagens e imagens estão expostas o dia inteiro através das mídias sociais. E formá-la integralmente requer dar acesso a ela ao desenvolvimento de habilidades  que propiciem conhecimento para que ela possa  compreender essas imagens dentro do contexto em que estão inseridas, entendê-las  e  agir criticamente a respeito das mensagens transmitidas por elas.


"Analisar e observar imagens são um processo emque o aluno é um pesquisador e a aprendizagem é significativa. Neste sentido vale acreditar no processode alfabetização a partir da interpretação e da compreensão do aluno em relação ao mundo que o rodeia" ( Quilici e Gouvea , 2017, p.330).

E que área do conhecimento está intimamente ligada a este saber?

Inicialmente apresenta-se a Arte , mas isso não significa que  professores não especialistas possam contribuir para essa alfabetização visual.

E como isso precisa acontecer?

A alfabetização Visual proporciona as crianças o desenvolvimento de sua capacidade de analisar e extrair mensagens  de imagens. Porém, essa leitura ela não é realizada de maneira muito simples e requer pesquisas e o conhecimento de elementos visuais básicos.
Durante o processo de alfabetização, hoje já se tem como norteadores os conhecimentos prévios das crianças " Leitura de mundo"  que antes da alfabetização verbal , são construídos através da leitura de imagens que a cerca.


"Quando ainda não dominamos as letras e as palavras, nossa referência única é a imagem do mundo à nossa volta"( Quilici e Gouvea , 2017, p.331).

Para saber mais...

Referência:

 QULICI, G.R ; GOUVEA, S.R . A ARTE VISUAL NA ALFABETIZAÇÃO.
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27.12.17

ARTE - SEQUÊNCIA DIDÁTICA O NAVIO NEGREIRO



Sequência Didática - "O Navio Negreiro"
Disciplinas -  Arte
Duração -  10 aulas
Público Alvo:  6 º ano do Ensino Fundamental


JUSTIFICATIVA

De acordo com o BNCC (p. 205 ) "[...]  no Ensino Fundamental – Anos Finais, é preciso assegurar aos alunos a ampliação de suas interações com manifestações artísticas e culturais nacionais e internacionais, de diferentes épocas e contextos."
O papel do ensino, neste contexto,  é o de vincular conhecimentos escolares com conhecimentos sociais, ofertando uma aprendizagem significativa, onde alunos possam sentir-se a vontade no campo da descoberta e da criatividade.

OBJETIVO GERAL

Conhecer a história dos navios negreiros através da Linguagem Artística.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Conhecer e examinar a obra: " O Navio Negreiro" 
  • Analisar a história da escravidão no Brasil e suas implicações.
  • Relacionar fatos históricos reais com a obra de Willian Turner.
  • Leitura e releitura da obra : "O Navio Negreiro" - Willian Turner
  • Realizar produções artísticas.
  • Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial da cultura africanas favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes
  • linguagens artísticas.

CONTEÚDOS

  • Suportes, ferramentas, matérias .
  • Corpos perceptivos: intuição, imaginação criadora, coleta sensorial;  repertório pessoal e cultural; pensamento visual; pensamento corporal e cinestésico .
  • Percurso de experimentação; perseguir ideias; esboços;  estudo e pesquisa; apropriações; combinações; processo colaborativo.
  •  O corpo e a voz como suporte e matéria da arte.

RECURSOS

  • Sala multimídia
  • Papelão
  • Tinta
  • Pincel
  • Papéis coloridos
  • Lápis
  • Cola
  • Tesoura
  • Linha
  • Tecidos/ Roupas usadas

ATIVIDADE DESENCADEADORA

FRUIÇÃO ESTÉTICA OBSERVAÇÃO E ANÁLISE DA OBRA: " O Navio Negreiro - Willian Turner".

Organize a sala e proponha uma discussão sobre os elementos presentes na obra. Apresente a biografia do artista e suas obras.

ATIVIDADE EM DUPLA

Ofereça um material de apoio para leitura da obra. Após, abra espaço para que os alunos possam expor suas respostas e dialogar a respeito delas.


ASSISTINDO UM VÍDEO

Acomode os alunos em uma sala multimídia e assista o vídeo sugerido. 
Tempo : 8 minutos e 58 segundos




ATIVIDADE INDIVIDUAL

Solicite que os alunos expressem ( através de um texto) o que sentiram ao assistir o vídeo  fazendo relação com  a obra de Willian Turner .


RELEITURA


Incentive os estudantes para que façam a releitura da obra. Depois, deixe que compartilhem suas produções com seus colegas.


CONSTRUÇÃO DE UM NAVIO NEGREIRO UTILIZANDO MATERIAIS RECICLADOS.

Separe a sala em grupos com três alunos cada.  Desafie-os a construir um navio negreiro com materiais reciclados. Posteriormente , sugira um momento para apreciar os trabalhos desenvolvidos.


HORA DE DO TEATRO

Organize a sala em pequenos grupos. Anteriormente , peça que preparem um figurino que represente a imagem da obra e planejem uma cena de teatro para apresentação em sala de aula.

AVALIAÇÃO

Observação e análise da participação dos estudantes em sala de aula através das atividades realizadas durante todo o processo de aprendizagem

REFERÊNCIAS

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais : arte / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC / SEF, 1998. 116 p.

MATERIAL DE APOIO AO CURRÍCULO DO ESTADO DE  SP. Caderno do professor - Arte -  Ensino Fundamental anos finais  5ª série/ 6º ano - volume 2 (p.57)

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16.12.17

ARTE - ROTEIRO PARA LEITURA DE OBRA




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ATIVIDADE: MEDICINA POPULAR




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11.11.17

ARTE - LEITURA DE OBRA: NAVIO NEGREIRO

O Navio Negreiro (William Turner, 1840)
90 cm de altura por 122 cm de largura. Tinta a óleo sobre tela.
Museu de Belas Artes, Boston.

William Turner (1775-1851) não foi apenas um grande

paisagista do século XIX, mas um crítico em relação à escravidão. Seu posicionamento mexeu com os ânimos de muitos. Foi acusado de insanidade e rejeitado por muitos críticos na época.
Todo esse alvoroço foi causado pela obra "O Navio Negreiro ", de 1840, que denunciou uma chacina ocorrida no ano de 1783 no navio Zong, 60 anos antes dessa pintura ser realizada.


No percurso entre África e Jamaica alguns escravos foram acometidos de uma doença que espalhou-se nos porões do navio. Para não perder dinheiro, já que o seguro dos escravagistas não cobria perdas de morte por doenças, somente perdas de homens ao mar, o capitão tomou a decisão de jogar no vasto oceano todos os escravos adoentados. 

Tomados pelo desespero e lutando por suas vidas, 132 homens, mulheres e crianças, lançados à deriva, tentaram em vão manter-se vivos. Porém, o mar do Caribe era repleto por tubarões que dilaceraram os corpos. Os poucos que conseguiram escapar deste primeiro cenário, acabaram morrendo afogados. Anos depois, essa história foi descoberta na Inglaterra e causou grande comoção entre as pessoas, provocando discussões que culminaram na libertação dos escravos.

ANALISANDO ELEMENTOS DA OBRA

Nota-se que a técnica utilizada por esse artista revela pinceladas expressivas. Todo o terror, a violência são manifestados em cores que fundem-se umas nas outras, trazendo à tona os momentos obscuros evidenciados na pintura. As cores quentes são predominantes.

A composição apresenta vários elementos que contribuem para a construção de uma a cena trágica. Partes de corpos dos escravos flutuando nas águas, o navio sendo quase virado, o sofrimento, a luta pela vida.

Mesmo após tantos anos, essa pintura dimensiona os horrores vividos pela escravidão, sendo considerada uma das maiores obras inglesas do século XIX.

MATERIAL DE APOIO PARA O PROFESSOR
SUGESTÃO DE VÍDEO. 

Turner, Slave Ship 
Vídeo documental dirigido por Beth Harris e Steven Zucker.
Narradores: Beth Harris e Lori Landay.
Duração: 4 minutos e um segundo.



REFERÊNCIAS

SMARTHISTORY: Art, History, Conversation Turner, Slave Ship. Vídeo. Youtube. 17 de dezembro de 2012. Acesso em 3 de novembro de 2017.

WIKIPEDIA. A enciclopédia livre que todos podem editar.

GAGLIARDI, Caio. Pleno Mar – A Bordo dos Navios de Castro Alves, Samuel Taylor Coleridge, J. M. William Turner e Gustave Doré. Caderno Eletrônico. Campinas: Crítica & Companhia, 09 de dezembro de 2005. Acesso em 31 de outubro de 2017.



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31.10.17

A HISTÓRIA DA TECNOLOGIA NA ARTE


Fonte:https://pixabay.com/pt/galeria-arte-artista-arte-abstrata-2931925/

A HISTÓRIA DA TECNOLOGIA NA ARTE


O conceito de tecnologia é intrigante, alguns autores utilizam desta palavra como algo novo dando a entender que essa ideia surgiu a partir de uma grande revolução e que a sociedade pós–tecnologia irá viver uma era fictícia onde máquinas e seres humanos disputam espaços. Essa é, certamente, uma visão ínfima diante do real conceito de tecnologia pelo qual acreditamos, pois compreendemos que o seu significado vai além desta primeira explanação.
Para explicar melhor essa visão temos que considerar o conceito de tecnologia e as relações dos seres humanos para com elas em sua trajetória histórica.
O homem, em seu percurso histórico, demonstrou ser ativo em relação ao meio em que vive.
Ao contrário de outras espécies, modificou e criou formas de interagir o tempo todo com o ambiente em que vive.
Foley (2003) retrata que os humanos precisam sentir-se seguros e confortáveis, por isso constroem ferramentas que assegurem esses benefícios. Relata também que essa característica nos diferenciou de outras espécies, pois nossos ancestrais precisaram desenvolver habilidades de construção e uso de ferramentas próprias ― as tecnologias.
Pensamos então que tecnologia nada mais é do que um(...) conjunto de conhecimentos e princípios científicos que se aplicam ao planejamento, à construção e um determinado tipo de atividade.(KENSKI, 2008, p. 18)
No campo das atividades artísticas, as técnicas de acordo com Santaella (2003) se definem como um saber fazer, referindo-se as habilidades, a uma bateria de procedimentos que se criam, se aprendem e se desenvolvem de acordo com as inovações tecnológicas que vão aparecendo.
Para compreender melhor essa dinâmica vamos nos aportar há alguns momentos históricos que achamos fundamentais na relação entre tecnologia e arte.
Comecemos pelo Renascimento até o século XIX, fundamentados por Santella (2003), notamos que todas as produções artísticas, neste período, eram feitas artesanalmente. O indivíduo dependia de habilidades manuais para desenhar, plasmar os recursos como pincéis, tintas e outros recursos manuseáveis do visível e do imaginário visual em forma bi ou tridimensional.
No século XVIII, com Revolução Industrial, acontece uma grande revolução tecnológica, a invenção da máquina a vapor causando desenvolvimento acelerado da civilização urbana. Nas Artes Visuais, surgiu a máquina fotográfica, criação atribuída ao francês Joseph Nicéphore Niépce, em 1826, e com ela a produção de imagens mexeu com os ânimos de muitos artistas, alguns pintores que se sujeitavam a trabalhar em estúdios como retratistas de famílias resolveram experimentar novas formas e lugares, dando espaço e liberdade para a criação.
Segundo Bueno (2008), os pintores mais ousados resolveram sair de seus ateliês de espaço organizado e iluminação planejada para captar luz solar como os fotógrafos faziam.

Além de provocar essas mudanças, a máquina fotográfica instaurou o fim à exclusividade do artesanato nas artes visuais, pois de acordo com Santaella (2008) é neste instante que nasce a arte tecnológica.

Enquanto a técnica é um saber fazer, cuja natureza intelectual se caracteriza por habilidades que são introjetadas por um indivíduo, a tecnologia inclui a técnica, mas avança além dela. Há tecnologia onde quer que um dispositivo, aparelho ou máquina for capaz de encarnar, fora do corpo humano, um saber técnico, um conhecimento científico acerca de habilidades técnicas específicas.(SANTAELLA, 2008, p. 153).

A arte tecnológica está atrelada ao fato do artista fazer uso de dispositivos, máquinas, conhecimentos científicos para materializar uma obra e por isso os impactos sociais e culturais advindos após o uso da fotografia no campo das artes visuais foram imensos.
Santanella (2008) expõe que alguns artistas ofuscados pelas possibilidades de atuação desta nova forma de expressão, abandonaram seus cavaletes e o sonho da natureza em estado puro para colher flagrantes de rua e da vida mundana.
Mesmo com toda esta repercussão a fotografia não era considerada arte, muito por sua captura da realidade se dar de forma automática, mecânica, pois ela desafiava a estrutura hierárquica das artes visuais do século XVIII que estavam norteadas pelo saber fazer da gravura, desenho ou da pintura. (MACHADO, 2003).

(...) Um fato interessante da fotografia é que ela conservou até recentemente , mais de um século após sua criação, uma parte do processo herdado no mundo técnico: a revelação em filme. Qualquer pessoa, sem nenhum conhecimento de como funciona uma máquina, pode apertar o disparador e, inevitavelmente, terá feito uma fotografia. No entanto para que ela passe para o negativo e daí para o suporte final, há um trabalho de laboratório com fluídos químicos corretos, temperatura, e luminosidade adequadas, para o qual é necessário um conhecimento técnico. (MACHADO, 2003, p. 48).

No século XIX, a industrialização emergiu movimentos tecnológicos que remodelaram a sociedade e influenciaram as artes visuais, porém ainda privilegiavam o artista como protagonista do processo.
Neste mesmo século surgiu uma nova arte visual tecnológica: o cinema. Uma forma de extensão da fotografia que buscava capturar imagens em movimento.
Esta foi a principal diferença entre as duas expressões artísticas:

Enquanto a fotografia congela um instante temporal, o cinema trabalha seu decurso. Esteticamente, isso permitia inserir experimentos narrativos como forma de se apropriar das tecnologias. (MACHADO, 2003, p. 49).
Essa nova linguagem artística efetivou completamente o mundo tecnológico porque desenvolvia um trabalho coletivo organizado de forma segmentada onde cada um dos agentes envolvidos, atores, diretores, editores, produtores, iluminadores e cinegrafistas trabalhavam em prol de um produto final ― o filme, sendo que ninguém, envolvido neste processo, teria o controle absoluto dos trabalhos e etapas instaurados por ele.
No século XX, a arte foi embebedada pela absorção de novas tecnologias na criação artística.
De acordo com Santaella (2003), nos anos 50 e 60, o cinema experimental voltou a receber um grande impulso principalmente nas obras dos artistas do movimento Fluxus. Nas artes plásticas enquanto Mondrian levava a pintura ao limite das meras variações de ângulos retos e cores primárias, Pollock a transformara em pura energia do gesto. Ao mesmo tempo em que a revolução eletrônica, um bom número de tecnologias começava a surgir, colocando a disposição do imaginário artístico.

Embora a tecnologia estivesse envolvida no fazer artístico, ela ganha maior importância na arte-tecnologia no contexto de uma tecnologia eletroeletrônica no final do século XX, começa a estar no presente em todas as atividades do cotidiano, moldando a sociedade e a cultura da época. (SOGABE, 2004, p. 127).

As tecnologias como rádio, TV, computador, começam a popularizar-se e o conceito de arte voltada ao uso destes recursos se solidificou.
O rádio, por exemplo, primeiro meio efetivamente de massa, influenciou primeiramente o teatro para depois ser explorado como fonte autônoma para a criação.
Em sua trajetória artística podemos evidenciar no final da década de 20 um filme acústico criado por Walter Ruttman, a criação de uma nova estética musical e as produções musicais inovadoras de John Cage, Boulez e Stockhausen.
Segundo Santaella (2003), a televisão principiou seu espaço no meio artístico através do Manifesto Del Movimiento Spaziale per La Televisione‒1952, escrito pelo argentino Lucio Fontana que reivindicou a televisão como meio de arte. Também nos anos 50, Otto Piene e Wolf Vostell já incluíram aparelhos de TV as suas assemblages. Mas foi no ano de 1962 que o artista francês César, na exposição Antogonimes II‒Ióbjet, apresentou um televisor como obra de arte. Logo em seguida Nam June Paik, o grande pioneiro e ícone de uma série de tendências das artes tecnológicas, exibiu seu primeiro conjunto de aparelhos de TV manipulados na Exposition of Music‒Eletronic Television, na galeria Parnass de Wuppertal.
Mas o grande astro da arte tecnológica não foi a televisão, mas sim o vídeo. Primeiramente porque este aparelho tinha um preço razoável e muitos dos artistas não tinham acesso aos recursos técnicos sofisticados, disponíveis aos profissionais da televisão. De acordo com Santaella (2003), o tratamento televisivo se dava predominantemente pelo uso do aparelho de TV como o objeto e, portanto como uma quase escultura. A videoarte tomou corpo e novas maneiras usar a linguagem do vídeo começaram a ser exploradas pelos artistas. Um trabalho importante para afirmar o uso desta ferramenta como obra foi feita por Paik (1965) quando passou um vídeo produzido por ele no Café a Go Go sobre a visita do Papa pelas ruas de Nova York. Muitos o consideram a primeira obra de videoarte do mundo.

Ao colocar a luz artificial em movimento, os artistas cinéticos prenunciavam as imagens feitas de luz que viriam dominar a cena da videoarte, nos anos 70 e das imagens, nos anos 80. Mas antes disso, quando o computador não passava de um monstrengo cheio de cabos e fios ocupando salas inteiras, nos anos 60 , artistas e poetas sonhavam com o uso desses recursos para renovar princípios da arte. O fato, a arte cinética, arte computacional emergente e formas de arte da luz já estavam tentando resolver a divisão entre a criatividade artística tradicional e as formas de criação científicas e industriais. (SANTAELLA, 2003, p. 159-160).

Ao adotar as tecnologias e todas as suas potencialidades na arte, os artistas abriram mão da genialidade individual para construir em cooperação com outras ciências uma nova forma de fazer artístico onde o potencial e a criatividade estavam também em consonância com os conhecimentos matemáticos e científicos oportunizando a estas ciências novas formas de expressão.
Os artistas tecnológicos, como descreve Santaella (2003), eram construtores de sistemas e ao mesmo tempo criadores de seus próprios trabalhos de arte.
Nos anos 70 os territórios da arte e mesmo a cultura relacionadas com as tecnologias começam a delinear-se historicamente. Esta época foi marcada pela euforia de muitos artistas em utilizar o vídeo como matéria-prima em seus trabalhos e pela inserção das videoinstalações e ambientações multimídias.
Já nos anos 80, o surgimento do vídeo independente e das produtoras de TV inspiraram os artistas com sua linguagem mercadológica. Santaella (2003) coloca que alguns jovens videomakers que avizinhavam da TV de massa para virar pelo avesso sua linguagem. Domingues (1997) afirma que:

Os anos 80 são caracterizados por grandes modificações no curso da arte com as tecnologias; são decorrentes da universalização e impacto da informática, e a crescente complexidade das multimídias, intermídia e operações telemáticas. (DOMINGUES, 1997 p. 204).

Verificamos que esta foi uma década inspiradora onde a ciência, tecnologia e arte, todas em crescente aceleração, se fundiram, fixando-se de vez no corpo social.
REFERÊNCIAS


DOMINGUES, Diana. A Arte no Século XXI: A Humanização das Tecnologias. São Paulo: Unesp, 1997.

FOLEY, Roberto. Os Humanos Antes da Humanidade: Uma Perspectiva Evolucionista. Tradução Patrícia Zimbres. São Paulo: Editora Unesp, 2003.

KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e Ensino Presencial e a Distância. Campinas: Papirus Editora, 2003.

MACHADO, Arlindo. Nasce a Arte Tecnológica: Fotografia e Cinema. In: DUARTE, Fábio. Do Átomo ao Bit: Cultura em Transformação. São Paulo: Annablume, 2003.

SANTAELLA, Lucia. Culturas e Artes do Pós-Humano: Da Cultura das Mídias e Cibercultura. São Paulo: Paulus Editoras Editora, 2003.


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18.5.13

ATIVIDADES COM MATERIAL RECICLADO - ARTE - DESENHANDO COM TAMPINHAS

Fonte: arquivo pessoal

PLANO DE AULA
TEMA: " Desenhando com tampinhas"
DURAÇÃO - 2 h/ aula
Objetivos

  • Observar elementos e materiais usados na confecção de obras de Arte.
  • Produzir trabalhos artísticos utilizando diferentes materiais.
Recursos

  • Imagens da obra do artista plástico André Fernandes
  • Tampinhas de garrafa coloridas 
  • EVA colorido

Desenvolvimento da atividade

Apresente ao alunos o trabalho do artista baiano André Fernandes que fez uma bandeira com tampinhas de garrafa.

Instigue-os a refletir sobre as cores e materiais utilizados para a confecção da obra.

Em seguida, separe a turma em grupos de até três alunos e deixe que criem desenhos. Vá fotografando os trabalhos para compartilhar e expor em sala de aula.

Fonte: arquivo pessoal
Você vai se surpreender com os trabalhos das crianças.

Fonte: arquivo pessoal

REFERÊNCIAS

SOUsalvador. Arte sustentável de André Fernandes.

PIXABAY. Imagens gratuitas de alta qualidade.

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ATIVIDADES COM MATERIAL RECICLADO CASINHA FEITA COM CAIXINHAS DE LEITE.

                                                                                                     



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19.3.13

PROJETO: MÚSICA E MOVIMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL



Silêncio é um recipiente dentro do qual é colocado um evento musical. Por este motivo há a necessidade de preparar um ambiente adequado para as crianças vivenciarem todos os parâmetros da música.É a partir do silêncio tanto externo quanto interno que a música e toda a sua gama de intensidade é apreciada e produzida. Murray Schafer (1991)

Projeto
Público alvo - Educação Infantil
Duração - Um bimestre



JUSTIFICATIVA

O Referencial Curricular Nacional  (p.44) garante que a música é uma linguagem universal capaz de comunicar e expressar sentimentos e pensamentos. Ela está presente em diversas culturas em inúmeros eventos sociais como : festas, rituais , comemorações, manifestações cívicas , políticas entre outros.

Uma proposta de ensino que considere esta diversidade precisa abrir espaço para que o aluno vivencie a  música de forma contextualizada e significativa. 

As canções fazem parte do universo infantil e nas escolas de educação infantil  , atendem a vários propósitos que vão  desde a hábitos relacionados à rotina escolar , assim como a memorização de conteúdos específicos. 

Muitas dessas canções são acompanhadas de movimentos corporais direcionadas pelas professoras de forma mecânica e estereotipada.

Ensinar música na educação infantil precisa consiste em "[...]
garantir à criança a possibilidade de vivenciar e refletir sobre questões musicais, num exercício sensível e expressivo que também oferece condições para o desenvolvimento de habilidades, de formulação de hipóteses e de elaboração de conceitos. (RCN, p.15)"

Para Bréscia (2003)  apud Charelli e Barreto ( 2005 ) a musicalização é um processo de construção do conhecimento, que tem como objetivo despertar e desenvolver o gosto musical, favorecendo o desenvolvimento da sensibilidade, criatividade, senso rítmico, do prazer de ouvir música, da imaginação, memória, concentração, atenção, autodisciplina, do respeito ao próximo, da socialização e afetividade, também contribuindo para uma efetiva consciência corporal e de movimentação. 

Weigel (1988) e Barreto (2000) apud Charelli e Barreto ( 2005 ) afirmam que atividades podem contribuir consideravelmente como reforço no desenvolvimento cognitivo/ linguístico, psicomotor e sócio afetivo da criança.

O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, esclarece sobre a conexão entre o movimento corporal e a música.


O gesto e o movimento corporal estão intimamente ligados e conectados ao trabalho musical. A realização musical implica tanto em gesto como em movimento, porque o som é, também, gesto e movimento vibratório, e o corpo traduz em movimento os diferentes sons que percebe. Os movimentos de flexão, balanceio, torção, estiramento etc., e os de locomoção como andar, saltar, correr, saltitar, galopar etc., estabelecem relações diretas com os diferentes gestos sonoros. (RCN,1998, p.61)

Assim , o desenvolvimento de um projeto que contemple esses princípios é de suma importância .



OBJETIVOS




  • Explorar e identificar elementos da música para se expressar, interagir com os outros e ampliar o conhecimento de mundo;
  • Perceber e expressar sensações e sentimentos através das músicas
  • Ampliar o repertório musical;
  • Ampliar as possibilidades expressivas do próprio movimento utilizando gestos diversos e ritmos corporais;
  • Desenvolver memória 
  • Controlar gradualmente o próprio movimento, aperfeiçoando e ajustando suas habilidades motoras.
  • Desenvolver relações sociais e afetivas através das atividades de música e movimento.

CONTEÚDOS


  • Conhecimento de vários estilos musicais comparando ritmos, timbres, tonalidades entre outras características;
  • Exploração da linguagem corporal para explorar sons e ritmos diversos.
  • Apreciação musical
  • Memorização das letras das músicas
  • Participação em situações de identificação de elementos sonoros do dia a dia
  • Utilização de gestos para cantar expressando-se livremente
  • Percepção de estruturas rítmicas para expressar-se corporalmente por meio da dança e outro movimento
  • Valorização e respeito em relação às conquistas pessoais, em relação ao movimento e o gosto musical de cada um.
  • Incentivo à criação e a livre expressão musical e motora.

DESENVOLVIMENTO

Atividade desencadeadora - Roda de conversa.

Em roda de conversa falar com os alunos sobre os sons, para que servem como seriam viver sem eles. Leve-os para um espaço aberto onde possam se acomodar para desenharem os sons que identificarem no ambiente.Depois , deixe que compartilhem os materiais produzidos, em exposição em sala de aula.

Apreciação de músicas e movimentos diversos.

A cada semana utilize um(a) cantor(a) / compositor (a) e gêneros diversos como MPB, música clássica, cantigas de rodas para que as crianças ouçam. Em concomitância com a apreciação musical recomende que os alunos expressem nos movimentos os ritmos, timbres, tonalidades...

Identificar sons e movimentos dos animais.

Apresente um vídeo que mostre movimentos de animais e sons produzidos por eles.
Depois sugira um coral com sons de animais. Posicione-se como maestro e combine com os alunos o que devem imitar  quando efetuar determinado gesto. Você pode explorar a altura das vozes, o ritmo ( mais lento e mais rápido).


Sugestões de vídeos.

Neste primeiro vídeo vocês vão ter acesso a sons e imagens de animais reais , mas o movimento deles.


Sons de Animais para crianças.


Fonte:https://www.youtube.com/watch?v=lbCJnfvIjIM


Som dos animais selvagens /Sons de animais para crianças


Fonte: ttps://www.youtube.com/watch?v=Xjd3U1lkQho

Identificar os sons e movimentos de elementos da natureza

Leve para a sala de aula um vídeo que apresente sons produzidos pela natureza.


Vídeos para crianças sons da natureza.


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=b1OIWGaRXP0

Brincar com música utilizando a linguagem corporal.

Brincadeira: Vamos passear na floresta?
Em círculo,recite as frases e  peça que as crianças repitam e se movimentem de acordo com a representação dos fatos narrados na história. Se desejar pode fazer adaptações.



Vamos passear na floresta?

ENTÃO VAMOS!
IH! OLHA LÁ...
UM MATAGAL.
VAMOS PASSAR?
ENTÃO VAMOS!
VAMOS PASSEAR NA FLORESTA?
ENTÃO VAMOS!
IH! OLHA LÁ...
UMA ARVORE.
VAMOS SUBIR?
ENTÃO VAMOS!
DESCENDO!!!!!!!!!!
VAMOS PASSEAR NA FLORESTA?
ENTÃO VAMOS!
IH! OLHA LÁ...
UM RIO
VAMOS NADAR?
ENTÃO VAMOS!
VAMOS PASSEAR NA FLORESTA?
ENTÃO VAMOS!
IH! OLHA LÁ..
UMA CAVERNA.
VAMOS ENTRAR?
BEM DEVAGAR.
CHI! TÁ TUDO ESCURO...
UMA CAUDA COMPRIDA...
UM PELO MACIO...
UM CHEIRO ENGRAÇADO...
IH! É UM GAMBÁ, VAMOS CORRER?
CORRENDO!! CORRENDO!!!
OLHEM, É UMA PONTE, VAMOS PASSAR?
UUUU UUUUUUU UU
OLHEM UM MATAGAL, VAMOS PASSAR?
CORRENDO! CORRENDO!!
OLHEM, UMA CABANA, VAMOS ENTRAR?
VEJAM, É UMA PORTA, VAMOS FECHAR?
ENTÃO VAMOS!
1...2...3...
E O GAMBÁ NÃO VEIO COM A GENTE?
AINDA BEM!!!!!!!!



Sugestão de vídeo




Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=viL-kb18RAo
Conhecendo instrumentos musicais.

Apresente diferentes instrumentos musicais e seus sons incentivando os alunos a explorá-los. Recomende a brincadeira: "Descobrindo sons".


Sugestão de vídeo


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=SM1lK5wx3ck

AVALIAÇÃO
          
Ocorrerá durante o desenvolvimento das atividades através de pauta de observação, levando em consideração a participação , interesse, dificuldades e conquistas de cada aluno.

CULMINÂNCIA

Apresentação de uma música escolhida pela turma.

REFERÊNCIAS 

CHIARELI, L.K.M A; BARRETO, S.J. A importância da musicalização na educação infantil e no ensino fundamental  a música como meio de desenvolver a inteligência e a integração do ser.

FREEPIK .Recursos gráficos para todos.

PIXABAY. Imagens gratuitas de alta qualidade.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil / Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. — Brasília: MEC/SEF, 1998. 3v.: il.

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