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7.2.26

Dislexia: o que é, quais são os tipos e como identificar



Dislexia: o que é, quais são os tipos e como identificar


A dislexia é um Transtorno Específico da Aprendizagem, de origem neurobiológica, que afeta principalmente as habilidades de leitura, escrita e decodificação de palavras, mesmo quando a criança ou o adulto apresenta inteligência dentro ou acima da média e teve acesso adequado à escolarização.

É importante destacar que dislexia não é falta de esforço, preguiça ou desinteresse, mas sim uma forma diferente de o cérebro processar a linguagem escrita.

O que caracteriza a Dislexia?

A pessoa com dislexia pode apresentar:

Dificuldade na consciência fonológica
  • Trocas, omissões ou inversões de letras
  • Leitura lenta, com esforço e pouca fluência
  • Dificuldade de compreensão do que lê
  • Escrita com muitos erros ortográficos persistentes
  • Dificuldade para memorizar sequências (dias da semana, meses, alfabeto)
Esses sinais costumam aparecer desde os primeiros anos escolares, mas podem passar despercebidos, especialmente em crianças com bom repertório oral.

Tipos de Dislexia

A dislexia não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas. A literatura descreve alguns tipos mais comuns, que podem ocorrer isoladamente ou combinados.

1️⃣ Dislexia Fonológica

É o tipo mais frequente.

🔹 Características:

Dificuldade em associar sons às letras
Problemas para ler palavras novas ou pseudopalavras
Leitura silabada e com muitos erros

➡️ Está relacionada a falhas no processamento fonológico.
2️⃣ Dislexia Superficial (ou Visual)

🔹 Características:

Dificuldade em reconhecer palavras de forma global
Leitura muito lenta
Erros em palavras irregulares
Dependência excessiva da decodificação letra por letra

➡️ Ocorre quando há prejuízo na rota visual da leitura.

3️⃣ Dislexia Mista

🔹 Características:

Combinação de dificuldades fonológicas e visuais
Comprometimento mais amplo da leitura e escrita
Maior impacto acadêmico

➡️ É comum em casos que não foram identificados e acompanhados precocemente.

4️⃣ Dislexia Semântica (menos comum)

🔹 Características:

  • Leitura mecânica, sem compreensão
  • Dificuldade em atribuir significado ao que lê
  • Melhor decodificação do que compreensão

➡️ Afeta a relação entre leitura e entendimento do conteúdo.

🧩 Dislexia não é…

É fundamental reforçar que dislexia não é:

❌ Déficit intelectual
❌ Transtorno emocional
❌ Falta de estímulo
❌ Problema de visão ou audição

Ela pode coexistir com outras condições, como TDAH, mas são quadros distintos.

🧠 Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da dislexia deve ser realizado por uma avaliação multidisciplinar, que pode envolver:

  • Neuropsicopedagogo(a)

  • Psicólogo(a)

  • Fonoaudiólogo(a)

  • Neuropediatra ou neurologista (quando necessário)

A avaliação considera aspectos cognitivos, linguísticos, emocionais e pedagógicos, permitindo diferenciar dificuldade de aprendizagem de transtorno específico.


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24.1.26

Decifrando o Diagnóstico: Compreendendo os Resultados da Avaliação Neuropsicopedagógica.


Você recebeu um relatório de avaliação neuropsicopedagógica e, ao começar a leitura, surgiram dúvidas, inseguranças ou até medo?



Se isso aconteceu, saiba: é absolutamente normal. Os termos técnicos, gráficos, percentis e hipóteses diagnósticas podem assustar — mas o diagnóstico não é um rótulo, e sim um mapa para o desenvolvimento.

Neste artigo, vou te ajudar a entender, de forma clara e acolhedora, o que realmente significam os resultados da avaliação neuropsicopedagógica e como utilizá-los a favor da aprendizagem, do desenvolvimento emocional e da qualidade de vida da criança, adolescente ou adulto avaliado.


O que é, de fato, a Avaliação Neuropsicopedagógica?

A avaliação neuropsicopedagógica é um processo investigativo que analisa como o cérebro aprende,  considerando aspectos cognitivos, emocionais, comportamentais e pedagógicos. 

Ela não se limita a identificar dificuldades, mas busca compreender:

Como a pessoa processa informações
Como está a atenção, memória, linguagem e funções executivas

Quais são as potencialidades preservadas

De que forma o contexto familiar, escolar e emocional interfere na aprendizagem

Importante: avaliação é compreensão profunda. Por que o diagnóstico gera tanto impacto emocional? Receber um diagnóstico pode despertar sentimentos como: Medo do futuro Culpa (especialmente em famílias) Negação Alívio (finalmente uma resposta) Tudo isso faz parte do processo. O que precisa ficar claro é que o diagnóstico não define quem a pessoa é, mas ajuda a explicar como ela aprende, sente e reage. Como ler um relatório neuropsicopedagógico sem medo 

Vamos descomplicar 👇
 
1️⃣ Testes não medem inteligência total 

Eles avaliam funções específicas, como: Atenção sustentada e seletiva Memória de trabalho Velocidade de processamento Linguagem oral e escrita Organização e planejamento Um desempenho abaixo do esperado em uma área não invalida todas as outras. 

2️⃣ Percentis não são notas escolares Quando você lê algo como percentil 25 ou 75, isso significa apenas uma comparação estatística com o grupo da mesma idade — não é aprovação ou reprovação. 

📊 Percentil baixo indica necessidade de suporte, não incapacidade. 

3️⃣ Hipótese diagnóstica não é rótulo definitivo Termos como: Dificuldades de aprendizagem Transtorno do Neurodesenvolvimento Indícios de TDAH, Dislexia ou TEA são hipóteses clínicas, construídas a partir de dados, observações e contexto. Elas orientam o plano de intervenção, e não limitam o potencial. 

O que realmente importa no diagnóstico? Mais importante do que o nome técnico é responder a três perguntas essenciais: 

🔹 Como essa pessoa aprende melhor? 
🔹 O que está dificultando o processo? 
🔹 Quais estratégias vão ajudá-la a avançar? 


Um bom relatório sempre deve apontar caminhos, não apenas dificuldades. Diagnóstico não é fim — é começo Quando bem compreendido, o diagnóstico:

✅ Direciona intervenções mais eficazes
✅ Evita rótulos injustos como “preguiça” ou “desinteresse”
✅ Fortalece a parceria entre família, escola e profissionais
✅ Reduz sofrimento emocional
✅ Potencializa habilidades

💡 Diagnóstico é ferramenta de cuidado, não de limitação. O papel da família e da escola após a avaliação Após receber o relatório, é fundamental que: A família compreenda e acolha A escola adapte estratégias pedagógicas Os profissionais atuem de forma integrada A criança (ou adulto) não precisa se adaptar ao sistema sozinha — o sistema também precisa se adaptar a ela. Quando procurar ajuda após o diagnóstico? Sempre que houver: Sofrimento emocional Dificuldades persistentes na aprendizagem Baixa autoestima Impactos na socialização A intervenção precoce muda trajetórias. 

Para finalizar: uma mensagem essencial: 

✨ Ninguém é o seu diagnóstico. 
✨ Todo cérebro é único. 
✨ Todo desenvolvimento é possível quando há compreensão, estratégia e afeto.

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3.1.26

Caderno espiral x caderno com arame: qual é a diferença — e por que o arame não é ideal para crianças?

 

Quando chega o início do ano letivo, surge aquela dúvida: qual caderno escolher? À primeira vista, parece “tudo igual”. Mas o tipo de encadernação interfere diretamente em:


✅segurança

✅organização

conforto ao escrever

durabilidade experiência de aprendizagem


E é aqui que a diferença entre caderno espiral e caderno com arame (wire-o) se torna importante — especialmente na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental.



O que é um caderno espiral?


O caderno espiral é aquele com a mola contínua, feita de metal ou plástico, enrolada ao longo de todo o lado do caderno.


Principais características

  • espiral único e contínuo

  • permite virar as folhas totalmente (360º)

  • costuma ser mais leve

  • preço geralmente mais acessível

  • fácil para substituir folhas (em alguns modelos)

Vantagens para crianças


  • a folha fica reta e firme

  • menos esforço para apoiar a mão

  • facilita atividades de caligrafia e traçado

  • menos risco de machucar (quando o espiral é revestido)

Por isso, muitas escolas preferem este formato para a fase de alfabetização.

O que é um caderno com arame (wire-o)?


O caderno com arame, também chamado de wire-o, usa anéis metálicos duplos (em formato de “8”), presos folha por folha.Ele é comum em agendas, planners, cadernos estilizados e materiais mais “sofisticados”.

Principais características


arame metálico duplo

aparência mais “profissional”

abertura organizada (folhas se alinham bem)

bastante usado em materiais corporativos

Mas… para crianças pequenas, ele traz riscos.

Por que o caderno com arame não é ideal para crianças?

Aqui entram aspectos práticos, motores e de segurança.

✅Risco de ferimentos

✅Os arames ficam expostos e podem:

arranhar a pele

enroscar no cabelo ou roupas

machucar dedos

quebrar e virar pontas afiadas

Em crianças que se mexem muito, exploram objetos e manipulam com força, isso se intensifica.

Interfere na posição da mão ao escrever


Nos primeiros anos, a criança ainda está:

organizando a pegada do lápis

aprendendo a controlar pressão

coordenando movimentos finos

O arame cria uma “barreira lateral”, o que:

dificulta apoiar o braço

atrapalha a escrita nas primeiras linhas

gera desconforto e postura inadequada

Conforto motor é ciência — quando a escrita causa dor, o cérebro associa a atividade a esforço maior.

Estraga com facilidade

✅Criança guarda, puxa, dobra, coloca na mochila…

O arame: entorta, abre, solta páginas e  engancha em tudo

Resultado: caderno rasgado, perda de folhas e muita frustração.

Aumenta distrações

Para muitas crianças, especialmente as com:

imaturidade atencional

TDAH

curiosidade intensa

o arame vira um “brinquedo”; 

✅os adesivos do caderno são usados como distração e a facilidade em retirar as folhas podem se transformar em dobraduras e brinquedos

👉 enrola papel
👉 gira o arame
👉 tenta abrir

Ou seja: menos foco, mais desgaste.

Então, qual é a melhor escolha para a alfabetização?

👉 Caderno espiral simples, resistente e confortável.

De preferência:

espiral protegido

capa leve e firme

folhas com linhas largas

Margens bem definidas

sem excesso de estímulos visuais.

O objetivo é favorecer:

✔️ escrita fluida
✔️ postura adequada
✔️ segurança
✔️ autonomia

Materiais não são meros “detalhes”. Eles fazem parte do processo de aprendizagem.

Quando o caderno com arame pode ser usado?

Ele pode ser interessante para:

adolescentes

estudantes mais organizados

planners

agendas

materiais de uso menos intenso

Ou seja: quando a criança já tem coordenação motora mais madura e mais cuidado com os materiais.

Não é sobre estética — é sobre desenvolvimento.

Pequenas escolhas facilitam (ou dificultam) o caminho da aprendizagem.

📌 Para crianças pequenas, especialmente na alfabetização:
👉 prefira cadernos espirais simples e seguros.

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