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22.2.26

Plano Semanal de Atividades para Alunos com Dislexia


Plano Semanal de Atividades para Alunos com Dislexia

Objetivos gerais

  • Desenvolver consciência fonológica

  • Fortalecer a relação som–letra

  • Melhorar fluência e compreensão leitora

  • Reduzir ansiedade frente à leitura e escrita

  • Promover autonomia e autoestima

 Organização geral

  • ⏱️ Duração diária: 20 a 40 minutos

  • 📌 Metodologia: multissensorial, estruturada e progressiva

  • ✍️ Avaliação: processual e qualitativa

Foco: Consciência fonológica (sons da fala)

Atividades

  1. Jogo oral de rimas (palavras do cotidiano)

  2. Contar sílabas com palmas ou objetos

  3. Identificar som inicial das palavras (ex: “Qual som começa CASA?”)

  4. Separar sílabas usando tampinhas ou blocos

Adaptação

  • Atividades predominantemente orais

  • Sem exigência de escrita

Foco: Associação som–letra

Atividades

  1. Cartões com letras + imagens (som da letra)

  2. Jogo de memória: letra ↔ som

  3. Ditado fônico (o professor fala o som, o aluno escolhe a letra)

  4. Montagem de palavras com letras móveis

Adaptação

  • Evitar ditado tradicional de palavras

  • Priorizar sons, não ortografia

Quarta-feira

Foco: Leitura mediada e compreensão

Atividades

  1. Leitura compartilhada (professor + aluno)

  2. Texto curto com letra ampliada

  3. Uso de régua ou marcador de linha

  4. Perguntas orais:

    • Quem?

    • Onde?

    • O que aconteceu?

Adaptação

  • Não exigir leitura em voz alta sem preparo

  • Avaliar compreensão, não velocidade

Quinta-feira

Foco: Escrita adaptada e estruturada

Atividades

  1. Completar palavras com sílabas faltantes

  2. Montar frases com apoio visual

  3. Escrita guiada (modelo no quadro)

  4. Produção oral antes da escrita

Adaptação

  • Reduzir quantidade

  • Corrigir de forma individual e acolhedora

Sexta-feira

Foco: Jogos, memória e consolidação

Atividades

  1. Bingo de sílabas ou sons

  2. Dominó de palavras

  3. Sequência de imagens (início–meio–fim)

  4. Revisão lúdica do que foi trabalhado na semana

Adaptação

  • Aprendizagem sem pressão

  • Ênfase no engajamento e confiança

Estratégias permanentes durante a semana

✔️ Instruções curtas e claras
✔️ Apoio visual constante
✔️ Tempo ampliado para tarefas
✔️ Reforço positivo
✔️ Avaliação oral sempre que possível

Evitar com alunos com dislexia

❌ Cópias longas
❌ Leitura em voz alta sem mediação
❌ Ditados extensos
❌ Comparações com colegas
❌ Exposição do erro

Considerações finais

O plano semanal para dislexia deve ser flexível, respeitar o ritmo do aluno e focar no processo, não apenas no resultado. Com intervenções adequadas, o aluno aprende, evolui e se reconhece como capaz.
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7.2.26

Dislexia: o que é, quais são os tipos e como identificar



Dislexia: o que é, quais são os tipos e como identificar


A dislexia é um Transtorno Específico da Aprendizagem, de origem neurobiológica, que afeta principalmente as habilidades de leitura, escrita e decodificação de palavras, mesmo quando a criança ou o adulto apresenta inteligência dentro ou acima da média e teve acesso adequado à escolarização.

É importante destacar que dislexia não é falta de esforço, preguiça ou desinteresse, mas sim uma forma diferente de o cérebro processar a linguagem escrita.

O que caracteriza a Dislexia?

A pessoa com dislexia pode apresentar:

Dificuldade na consciência fonológica
  • Trocas, omissões ou inversões de letras
  • Leitura lenta, com esforço e pouca fluência
  • Dificuldade de compreensão do que lê
  • Escrita com muitos erros ortográficos persistentes
  • Dificuldade para memorizar sequências (dias da semana, meses, alfabeto)
Esses sinais costumam aparecer desde os primeiros anos escolares, mas podem passar despercebidos, especialmente em crianças com bom repertório oral.

Tipos de Dislexia

A dislexia não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas. A literatura descreve alguns tipos mais comuns, que podem ocorrer isoladamente ou combinados.

1️⃣ Dislexia Fonológica

É o tipo mais frequente.

🔹 Características:

Dificuldade em associar sons às letras
Problemas para ler palavras novas ou pseudopalavras
Leitura silabada e com muitos erros

➡️ Está relacionada a falhas no processamento fonológico.
2️⃣ Dislexia Superficial (ou Visual)

🔹 Características:

Dificuldade em reconhecer palavras de forma global
Leitura muito lenta
Erros em palavras irregulares
Dependência excessiva da decodificação letra por letra

➡️ Ocorre quando há prejuízo na rota visual da leitura.

3️⃣ Dislexia Mista

🔹 Características:

Combinação de dificuldades fonológicas e visuais
Comprometimento mais amplo da leitura e escrita
Maior impacto acadêmico

➡️ É comum em casos que não foram identificados e acompanhados precocemente.

4️⃣ Dislexia Semântica (menos comum)

🔹 Características:

  • Leitura mecânica, sem compreensão
  • Dificuldade em atribuir significado ao que lê
  • Melhor decodificação do que compreensão

➡️ Afeta a relação entre leitura e entendimento do conteúdo.

🧩 Dislexia não é…

É fundamental reforçar que dislexia não é:

❌ Déficit intelectual
❌ Transtorno emocional
❌ Falta de estímulo
❌ Problema de visão ou audição

Ela pode coexistir com outras condições, como TDAH, mas são quadros distintos.

🧠 Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da dislexia deve ser realizado por uma avaliação multidisciplinar, que pode envolver:

  • Neuropsicopedagogo(a)

  • Psicólogo(a)

  • Fonoaudiólogo(a)

  • Neuropediatra ou neurologista (quando necessário)

A avaliação considera aspectos cognitivos, linguísticos, emocionais e pedagógicos, permitindo diferenciar dificuldade de aprendizagem de transtorno específico.


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24.1.26

Decifrando o Diagnóstico: Compreendendo os Resultados da Avaliação Neuropsicopedagógica.


Você recebeu um relatório de avaliação neuropsicopedagógica e, ao começar a leitura, surgiram dúvidas, inseguranças ou até medo?



Se isso aconteceu, saiba: é absolutamente normal. Os termos técnicos, gráficos, percentis e hipóteses diagnósticas podem assustar — mas o diagnóstico não é um rótulo, e sim um mapa para o desenvolvimento.

Neste artigo, vou te ajudar a entender, de forma clara e acolhedora, o que realmente significam os resultados da avaliação neuropsicopedagógica e como utilizá-los a favor da aprendizagem, do desenvolvimento emocional e da qualidade de vida da criança, adolescente ou adulto avaliado.


O que é, de fato, a Avaliação Neuropsicopedagógica?

A avaliação neuropsicopedagógica é um processo investigativo que analisa como o cérebro aprende,  considerando aspectos cognitivos, emocionais, comportamentais e pedagógicos. 

Ela não se limita a identificar dificuldades, mas busca compreender:

Como a pessoa processa informações
Como está a atenção, memória, linguagem e funções executivas

Quais são as potencialidades preservadas

De que forma o contexto familiar, escolar e emocional interfere na aprendizagem

Importante: avaliação é compreensão profunda. Por que o diagnóstico gera tanto impacto emocional? Receber um diagnóstico pode despertar sentimentos como: Medo do futuro Culpa (especialmente em famílias) Negação Alívio (finalmente uma resposta) Tudo isso faz parte do processo. O que precisa ficar claro é que o diagnóstico não define quem a pessoa é, mas ajuda a explicar como ela aprende, sente e reage. Como ler um relatório neuropsicopedagógico sem medo 

Vamos descomplicar 👇
 
1️⃣ Testes não medem inteligência total 

Eles avaliam funções específicas, como: Atenção sustentada e seletiva Memória de trabalho Velocidade de processamento Linguagem oral e escrita Organização e planejamento Um desempenho abaixo do esperado em uma área não invalida todas as outras. 

2️⃣ Percentis não são notas escolares Quando você lê algo como percentil 25 ou 75, isso significa apenas uma comparação estatística com o grupo da mesma idade — não é aprovação ou reprovação. 

📊 Percentil baixo indica necessidade de suporte, não incapacidade. 

3️⃣ Hipótese diagnóstica não é rótulo definitivo Termos como: Dificuldades de aprendizagem Transtorno do Neurodesenvolvimento Indícios de TDAH, Dislexia ou TEA são hipóteses clínicas, construídas a partir de dados, observações e contexto. Elas orientam o plano de intervenção, e não limitam o potencial. 

O que realmente importa no diagnóstico? Mais importante do que o nome técnico é responder a três perguntas essenciais: 

🔹 Como essa pessoa aprende melhor? 
🔹 O que está dificultando o processo? 
🔹 Quais estratégias vão ajudá-la a avançar? 


Um bom relatório sempre deve apontar caminhos, não apenas dificuldades. Diagnóstico não é fim — é começo Quando bem compreendido, o diagnóstico:

✅ Direciona intervenções mais eficazes
✅ Evita rótulos injustos como “preguiça” ou “desinteresse”
✅ Fortalece a parceria entre família, escola e profissionais
✅ Reduz sofrimento emocional
✅ Potencializa habilidades

💡 Diagnóstico é ferramenta de cuidado, não de limitação. O papel da família e da escola após a avaliação Após receber o relatório, é fundamental que: A família compreenda e acolha A escola adapte estratégias pedagógicas Os profissionais atuem de forma integrada A criança (ou adulto) não precisa se adaptar ao sistema sozinha — o sistema também precisa se adaptar a ela. Quando procurar ajuda após o diagnóstico? Sempre que houver: Sofrimento emocional Dificuldades persistentes na aprendizagem Baixa autoestima Impactos na socialização A intervenção precoce muda trajetórias. 

Para finalizar: uma mensagem essencial: 

✨ Ninguém é o seu diagnóstico. 
✨ Todo cérebro é único. 
✨ Todo desenvolvimento é possível quando há compreensão, estratégia e afeto.

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