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28.9.26

Numberblocks: como os cubos matemáticos podem estimular a aprendizagem e o desenvolvimento intelectual


Aprender matemática não significa apenas decorar números e operações. Para a criança, compreender matemática envolve desenvolver conceitos como quantidade, correspondência, sequência, comparação, composição e decomposição dos números, além de utilizar atenção, memória de trabalho, linguagem e funções executivas.

Nesse contexto, brinquedos manipuláveis, como os cubos matemáticos inspirados nos Numberblocks, podem ser utilizados como recursos lúdicos para favorecer experiências concretas de aprendizagem.

Na Neuropsicopedagogia, o brincar pode ser planejado com objetivos específicos, respeitando a idade, o nível de desenvolvimento e as necessidades de cada criança.

O que são os Numberblocks?
Como a Neuropsicopedagogia pode utilizar esse brinquedo?
1. Construção do conceito de quantidade

  • contar os cubos;
  • relacionar número e quantidade;
  • identificar qual conjunto possui mais elementos;
  • identificar qual possui menos;
  • formar conjuntos com determinada quantidade;
  • comparar dois grupos.
2. Sequência numérica
3. Composição e decomposição dos números
4. Adição de maneira concreta
  1. construir o primeiro conjunto;
  1. construir o segundo;
  1. juntar os dois;
  1. contar o resultado;
  1. posteriormente registrar a operação.
5. Subtração
6. Problemas matemáticos
E as funções executivas?
  • manter uma regra em mente;
  • controlar impulsos;
  • planejar uma sequência;
  • monitorar seus próprios erros;
  • mudar de estratégia;
  • manter a atenção;
  • utilizar memória de trabalho.
Para crianças com dificuldades de aprendizagem
Dica para os pais: transforme a matemática em brincadeira
Desafio 1 — Quem tem mais?
Desafio 2 — Complete
Desafio 3 — Faça 6
Desafio 4 — História matemática
Um cuidado importante
Brincar também é observar
  • Ela compreende quantidade?
  • Consegue contar sem se perder?
  • Reconhece os números?
  • Consegue comparar quantidades?
  • Entende “mais” e “menos”?
  • Consegue seguir uma sequência?
  • Precisa de muita ajuda?
  • Consegue explicar como chegou à resposta?
  • Desiste rapidamente diante de um desafio?
A matemática começa muito antes da folha de exercícios
Dica HERHA

Os Numberblocks são personagens utilizados em conteúdos educativos relacionados à matemática. Os brinquedos em formato de cubos permitem que a criança manipule representações numéricas e visualize relações entre os números.

A grande vantagem dos materiais manipuláveis é transformar conceitos que podem parecer abstratos em experiências mais concretas.

Por exemplo:

2 + 3 = 5

Para um adulto, essa representação é simples. Para uma criança que ainda está construindo o conceito de número, entretanto, pode ser muito mais significativo visualizar e juntar dois blocos com três blocos e perceber que o conjunto agora possui cinco elementos.

O recurso pode ser incorporado a atividades estruturadas de acordo com o objetivo de aprendizagem.

Antes de realizar operações matemáticas, a criança precisa construir uma compreensão funcional de quantidade.

O profissional pode propor:

Exemplo:

“Construa um grupo com 4 cubos. Agora faça outro com 6. Qual grupo tem mais? Quantos a mais?”

A atividade trabalha matemática, mas também envolve atenção, linguagem e raciocínio.

Os cubos podem ser organizados em ordem crescente ou decrescente.

O profissional pode retirar alguns números e perguntar:

“Qual número está faltando?”

Por exemplo:

1 – 2 – 3 – ___ – 5

Depois, pode aumentar gradualmente a complexidade:

2 – 4 – 6 – ___ – 10

O objetivo não é simplesmente fazer a criança decorar a sequência, mas ajudá-la a perceber relações entre os números.

Esse é um dos usos mais interessantes do material.

A criança pode perceber que um mesmo número pode ser formado de diferentes maneiras.

Por exemplo:

5 = 2 + 3

ou

5 = 4 + 1

O adulto pode perguntar:

“Quantas formas diferentes conseguimos encontrar para formar o número 5?”

Essa proposta estimula a flexibilidade do pensamento matemático.

Em vez de apresentar imediatamente uma conta no papel, podemos começar com objetos.

“Você tem 3 cubos. Vou colocar mais 2. Quantos temos agora?”

A criança pode:

Assim, a criança percorre um caminho entre o concreto, a representação e o símbolo matemático.

O mesmo princípio pode ser utilizado para a subtração.

“Temos 7 cubos. Se retirarmos 2, quantos ficam?”

A criança pode retirar fisicamente os cubos e observar a transformação da quantidade.

Isso pode ser especialmente útil para crianças que apresentam dificuldade em compreender operações apenas por meio de símbolos.

O brinquedo também pode ser utilizado para criar pequenas situações-problema.

Exemplo:

“João tinha 4 cubos e ganhou mais 3. Quantos cubos ele tem agora?”

A criança pode representar a situação com o material.

Posteriormente, o profissional pode perguntar:

“Como poderíamos escrever essa história usando números?”

Chegamos então a:

4 + 3 = 7

Essa passagem ajuda a relacionar linguagem, raciocínio e representação matemática.

Uma atividade aparentemente simples pode envolver diferentes processos cognitivos.

Ao realizar uma tarefa com os cubos, a criança pode precisar:

Por exemplo:

“Você só pode pegar os cubos quando eu disser o número.”

A proposta pode ser adaptada para trabalhar controle inibitório e atenção.

Outra possibilidade:

“Monte uma torre seguindo estas três regras.”

A criança precisa ouvir, memorizar e executar as instruções.

O material pode ser utilizado como recurso de apoio, mas não existe um brinquedo que, sozinho, trate uma dificuldade de aprendizagem.

Quando uma criança apresenta dificuldades persistentes em matemática, leitura, escrita, atenção ou organização, é importante compreender por que aquela aprendizagem está sendo difícil.

A intervenção deve ser individualizada.

O material pode fazer parte de uma estratégia maior, planejada de acordo com as necessidades observadas durante o acompanhamento ou avaliação.

Você não precisa transformar todos os momentos de brincadeira em uma aula.

A ideia é aproveitar situações naturais para conversar sobre matemática.

Monte duas torres.

Pergunte:

“Qual é maior?”

Depois:

“Quantos cubos a mais?”

Monte:

1 – 2 – 3 – ___ – 5

Pergunte:

“Qual está faltando?”

Diga:

“Vamos descobrir quantas maneiras diferentes conseguimos encontrar para formar o número 6.”

A criança pode experimentar:

1 + 5

2 + 4

3 + 3

Conte uma pequena história:

“Você tinha 5 cubos e ganhou mais 2. O que aconteceu?”

Deixe a criança representar a situação antes de falar a resposta.

Evite transformar o brinquedo em uma sequência interminável de perguntas.

A criança aprende melhor quando existe interação, curiosidade, desafio adequado e oportunidade para experimentar.

Se ela errar, em vez de simplesmente dizer “está errado”, pergunte:

“Vamos descobrir juntos?”

O erro pode ser utilizado como uma oportunidade para a criança revisar sua estratégia.

Enquanto a criança brinca, os pais podem observar:

Essas observações não servem para diagnosticar uma condição, mas podem ajudar os pais a compreender melhor como a criança está aprendendo.






Manipular, comparar, organizar, contar, agrupar e construir são experiências importantes para a formação dos conceitos matemáticos.

Por isso, recursos como os cubos matemáticos podem ser muito mais do que simplesmente um brinquedo.

Quando utilizados de maneira intencional, podem criar oportunidades para a criança visualizar, experimentar e construir relações matemáticas.

Não pergunte apenas “qual é a resposta?”.

Pergunte:

“Como você descobriu?”

Essa pequena mudança faz a criança sair da busca pela resposta e começar a explicar o próprio raciocínio.

E é justamente nesse processo que podemos observar e estimular diferentes habilidades envolvidas na aprendizagem.

Brincar. Observar. Compreender. Estimular.

— HERHA Desenvolvimento Humano

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