«UM BOM EDUCADOR ABRAÇA QUANDO TODOS REJEITAM; ANIMA QUANDO TODOS CONDENAM; APLAUDE OS QUE NUNCA SUBIRAM AO PÓDIO; VIBRA COM A CORAGEM DE DISPUTAR DOS QUE FICARAM NOS ÚLTIMOS LUGARES. NÃO PROCURA O SEU PRÓPRIO BRILHO, MAS FAZ-SE PEQUENO PARA TORNAR OS SEUS FILHOS, ALUNOS E COLEGAS DE TRABALHO, GRANDES». (AUGUSTO CURY)

21 outubro 2017

ATIVIDADE: MAPA DO CORPO

Por Andréa Gonçalves



ATIVIDADE

Tema: Mapa do Corpo.
Eixos: Matemática, Arte, Formação Pessoal e Social.
Público: Infantil.
Duração: Três aulas.
 

JUSTIFICATIVA

A geometria está intrinsecamente relacionada às competências matemático-espaciais; por esse motivo, é importante inserir atividades corporais e jogos no planejamento da Educação Infantil promovendo a formação dessa consciência de maneira espontânea. Amarelinha, Pique-Pega, Corda ou Escravos de Jô ajudam a desenvolvê-las.
Nos primeiros anos, quando as crianças se movimentam para investigar o ambiente, constroem sua incipiente imagem corporal. Através dessas vivências vai se configurando a função de ajustamento inerente à bagagem motora, que servirá de alicerce nas etapas subsequentes. No começo, o pequeno se apropria das relações de espaço através da ideia de si mesmo, passando pela visão dele no mundo, para depois poder representá-lo. Tal aproximação se vincula com a organização do esquema corporal, da orientação e do senso espacial.
A imagem da criança sobre seu corpo, de acordo com Smole et al (2014, p. 16), vai se configurando aos poucos, sendo a condição de existência e a consequência da relação entre o indivíduo-meio. "[...] A criança faz a análise do espaço primeiro com seu corpo, antes de fazê-la com os olhos, para acabar por fazê-la com a mente".
Por outro lado, o ato de desenhar faz com que o aluno exercite a abstração mediante o uso de uma linguagem gráfica incipiente, porém, similar à dos mapas, planos e croquis. Levar-se até o papel (assim como os objetos e suas relações) potencializa a representação mental daquilo que é apreendido pelos sentidos.

OBJETIVO GERAL

Construir a consciência espacial através do conhecimento das partes    do corpo.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Produzir representações espaciais por meio de atividades gráficas e lúdicas;
  • Conhecer o espaço através do movimento;
  • Analisar a posição do corpo e dos objetos;
  • Aprender a mensurar tomando como referência o seu corpo e entorno;
  • Organizar relações de pares de oposição;
  • Selecionar os elementos mais significativos, abstraindo rasgos;
  • Valorizar suas produções e as dos colegas;
  • Ampliar o conhecimento de si próprio, do mundo e da cultura.

CONTEÚDOS


MATEMÁTICA

Grandezas e medidas
• Comunicação de quantidade, tamanho e posição, utilizando a linguagem oral, a observação e o manuseio de diversos materiais do cotidiano do aluno;
• Classificação, contagem, seriação e ordenação;
• Noções de matemática presentes no dia-a-dia da criança, como altura (alto/baixo), largura (grosso/fino); comprimento (longo/curto), tamanho (grande/pequeno), volume (cheio/vazio);
• Noções simples de posição e de conceitos matemáticos: Dentro/fora, acima/embaixo, esquerdo/direito, na frente/detrás/ao lado, longe/perto, maior/menor/igual/diferente.

Espaço e forma
• Nomeação e identificação de objetos iguais e diferentes;
• Aproximação à bidimensionalidade e tridimensionalidade;
• Estabelecimento de relações espaciais.


ARTES VISUAIS

• Introdução à valoração de suas próprias produções e das alheias, através da observação e leitura ― seguida de questionamentos ― de alguns dos elementos constituintes da linguagem plástica: Ponto, linha, forma, volume, cor, contrastes, luz, espaço, textura;
• Ampliação do conhecimento de mundo que possuem explorando as possibilidades oferecidas pelos diversos materiais, instrumentos e suportes característicos do fazer artístico, e pelos procedimentos necessários para desenhar, pintar e recortar;
• Reconhecimento espacial participando de projetos artísticos;
• Estabelecimento de correlação entre a expressão artística e as experiências pessoais;
• Organização e cuidado com os materiais e instalações da sala.


FORMAÇÃO SOCIAL E PESSOAL

• Construção da identidade e reconhecimento das características físicas, das semelhanças e diferenças do próprio corpo e suas partes, assim como o dos colegas;
• Realização de pequenas ações cotidianas ao seu alcance para adquirir maior independência;
• Diversidade: Respeito às diferenças (de raça, gênero, tipo físico e também de opiniões);
• Trato progressivo com outras crianças e professores, demonstrando suas necessidades e interesses;
• Desenvolvimento de conceitos como solidariedade, cooperação, respeito, boas maneiras e ajuda mútua dentro de um marco de regras de convívio social;
• Cuidado com materiais de uso pessoal e coletivo.

MATERIAIS

• Papel Manilha, kraft ou pardo;
• Giz;
• Lápis de cera;
• Canetas hidrográficas;
• Tesoura sem ponta;
• Palitos de sorvete;
• Caixa;
• Fita crepe;
• Quatro bolas de meia ou de praia.

METODOLOGIA

INTRODUÇÃO

Momento Único > Atividade desencadeadora
O professor vai apresentar uma música infantil que fale sobre as partes do corpo. Exemplo: "A Batalha do Movimento"; "Cabeça, Olhos, Joelho, Dedos"; entre outras. Em seguida, oferecerá à sala folhas grandes de papel dispostas no chão ao som de dessas músicas infantis.
















1ª ATIVIDADE
DESENHO

1º Momento > Traçando contornos
Proponha aos alunos desenharem o contorno seu próprio corpo numa folha grande de papel. Depois deixa que completem os contornos com olhos, orelhas, cabelo, roupas, acessórios etc.

2º Momento > Refletindo
Quando todas as figuras estiverem prontas, em roda, realize alguns questionamentos sobre elas, exemplo: Qual parte do corpo fica em cima da boca? E nos lados da cabeça? Observem a cor do cabelo de seus colegas, é igual ou diferente? Todas as pessoas são iguais?



2ª ATIVIDADE
PARTES DO CORPO

1º Momento  > Testando a pontaria
Professor, prepare fichas com imagens de partes do corpo e coloque dentro de um saquinho surpresa. Organize as crianças em grupos com três ou quatro jogadores. Depois, sugira escolham a ilustração de dois colegas pregar na parede. Entregue para cada grupo palitos e uma caixinha para contabilizar os pontos. Use um dado para sortear a ordem dos times (do número maior para o número menor).

2º Momento  > Modo de jogar
Um componente de cada grupo irá até o saquinho e sorteará uma imagem do corpo. Outro componente vai pegar uma bolinha para acertar a parte que o colega sorteou. Cada vez que um jogador acertar o alvo o seu grupo ganha um ponto. Essa pontuação será computada através de palitinhos.O grupo vencedor será aquele com o maior número de acertos.




3ª ATIVIDADE
AGRUPANDO

Momento Único > Estabelecendo classificações e relações
Professor, peça que aos alunos que disponham seus trabalhos por ordem de tamanho; do menor ao maior, ou vice-versa. Também pode sugerir a organização de sequências.



AVALIAÇÃO

A verificação final é realizada a partir da observação dos discentes ao longo da atividade, considerando a sua participação. Para isso é necessário que o docente utilize um caderno ou ficha de observação que irá nortear seu trabalho, cujo conteúdo poderá ser muito valioso na elaboração de futuros relatórios.


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REFERÊNCIAS

CÂNDIDO, Patrícia; DINIZ Maria Ignez; SMOLE, Kátia Stocco. Figuras e Formas: Matemática de 0 a 6, v. 3, 2° edição revisada. Porto Alegre: Penso, 2014.

REIS, Silvia Marina Guedes dos. A Matemática no Cotidiano Infantil: Jogos e Atividades com Crianças de 3 a 6 Anos Para o Desenvolvimento do Raciocínio Lógico-Matemático. Campinas: Papirus, 2006.

SOSSO, Juliana Santo Prado. Convivendo Com a Matemática: 1ª Série. A Construção do Conhecimento e da Cidadania. São Paulo: Atual, 1998.


14 outubro 2017

DICA DE LEITURA: A VACA QUE BOTOU UM OVO

Por Andréa Gonçalves

Autor: Andy Cutbill (Capa dura, 32 páginas, 27 cm x 26,4 cm x 1 cm).


HISTÓRIA: A VACA QUE BOTOU UM OVO

Essa é a história de uma vaquinha que não se sente especial. Mas, um belo dia ela acorda e nota que aconteceu algo inacreditável que vai mudar sua vida. As crianças vão adorar conhecer a Mimosa e sua grande descoberta. Trata-se de um relato simples e singelo, porém, de grande encanto, dos que permitem à imaginação ir além e que abre as portas para a abordagem de múltiplas questões: A auto-estima (pontapé inicial da ação); a amizade (transcendendo as diferenças individuais); a empatia (que nos permite vivenciar o drama da Mimi, colocando-nos no seu lugar); a solidariedade (demonstrada pelas galinhas na elaboração de um plano para ajudá-la); a inveja (sentida pelas 'colegas' de espécie, as outras vacas); o respeito a individualidade; a razão de existir... Um conto curto com ilustrações bem-humoradas que aportam verdadeira força expressiva à simplicidade do texto, cujas onomatopeias conquistam de vez às crianças.

SUGESTÃO

Por se tratar de um autor britânico, é possível também trabalhar mediaticamente este livro em línguas estrangeiras. Algumas das versões que circulam em outros idiomas podem ser conferidas na rede. A seguir, alguns exemplos:

Português

Animação em Stop Motion
Canal Varal de Histórias
Canal SMEFraiburgo (Narração dos alunos do 3º Ano do CEM Arnoldo Frey).

Espanhol

Canal Érase Una Vez
Canal de Carmen Quinteiro
Canal Aula de Elena

Inglês

Canal PPLDTV (Narração da bibliotecaria Virginia Carlson).
Canal Steve Tourte
Canal Mrs. Nelsons (Resenha).

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REFERÊNCIAS

CUTBILL, Andy. A Vaca que Botou um Ovo. São Paulo: Editora Salamandra, 2010.

MADE IN ME, Entrevista ao autor Andy Cutbill. Me Books Channel. 16 de maio de 2013.

TV Cultura. Programa Quintal da Cultura: A Vaca que Botou um Ovo, por Vanessa Meriqui. 10 de janeiro de 2012. Acesso em 12 de setembro de 2017.


ESCOLA E FAMÍLIA: UM LAÇO COM MESMO NÓ

por Débora d´Pádua


Se pensarmos as relações sociais das crianças na atualidade, rapidamente concluiremos que muitas mudanças ocorreram nos últimos 30 anos. Isso nos leva à compreensão de que o cotidiano da maior parte delas mudou, e o envolvimento com adultos e cuidadores, também. Ao pensar na sociedade contemporânea e todas as demandas sociais que é exigida das famílias, observamos que a educação dos filhos ampliou-se em novos desafios a serem divididos dentro e fora de casa, e também em outros ambientes como a escola, por exemplo. Mas, é possível integrar as necessidades relacionais das crianças e o pleno desenvolvimento infantil com as atuais necessidades da família moderna? 

  •  As crianças começam cada vez mais cedo sua  escolaridade. 

Isto acontece por razões de diversas, a saber:
1. Demanda familiar. O estabelecimento de ensino oferece um espaço seguro aos pais e mães, que podem deixar seus filhos dentro de um espaço seguro enquanto assumem suas atividades particulares;
2. Valorização da educação infantil. Hoje em dia ela é considerada fundamental para que as crianças possam adquirir novas habilidades e competências;
3. Socialização. A escolaridade oferece aos pequenos do novo milênio a oportunidade de amplificar o círculo social, saindo do âmbito parental. É na creche onde surgem novas amizades, que muitas vezes são levadas para a vida adulta. É também será lá que aprenderão a compartilhar e respeitar as diferenças, ampliando os conhecimentos da realidade sociocultural.
Em todos os cantinhos deste espaço tudo deve ser pensado e planejado para o pleno desenvolvimento social, afetivo, físico e cognitivo do educando nos diversos estágios. Ou seja, a criança e sua inteireza devem estar alinhadas às necessidades e novas demandas que se ampliam de maneira exponencial nos primeiros anos de vida.



  •  Ao matricular a criança na educação infantil, a família   necessita sentir-se respaldada pela equipe escolar. 

Graças a esse apoio as famílias estarão mais seguras em relação a estas principais necessidades:
1. Dividir a responsabilidade para ampliar e enriquecer o universo de estímulos cognitivos;
2. Contar com um espaço seguro e confiável e uma infraestrutura adequada para a criança – além de profissionais capacitados para acolhimento de seus filhos.
Essas duas prioridades estão abertamente interligadas e a escola, por sua vez, também necessita de um amplo canal de comunicação com a família para criar e recriar estratégias de ensino-aprendizagem fortalecendo o elo de confiança em todos aspectos envolvidos no acolhimento e confiança.



  •  Para entender um pouco mais a visão que foi se   desenvolvendo no Brasil sobre o segmento da educação   infantil é importante conhecermos como foi o processo   evolutivo das chamadas "creches". 

O segmento de creches no país surge após a crescente urbanização do século XX. O objetivo foi o de criar um espaço especifico para que as operárias deixassem seus filhos sob cuidados durante o período de trabalho. O "tomar conta de" era a característica mais específica destes lugares em que as crianças ficavam horas longe de suas mães.
A partir dos anos '80 houve uma crescente preocupação para que as creches fossem entendidas como espaços para o desenvolvimento global do ser desde as primeiras faixas etárias; o termo "Educação Infantil" passou a ser defendido, e o conceito, ampliado. Ela deveria atender o pleno desenvolvimento nos âmbitos afetivo, físico, social e cognitivo, pautada em uma pedagogia especifica voltada para o público pré-escolar.
Muitas leis foram pensadas e aprovadas durante esses anos com o objetivo de oferecer parâmetros para a criação e manutenção de novas instituições de Educação Infantil, currículos voltados para este público específico, assim como uma inserção mais democrática e universal das crianças desta faixa etária nas escolas de período regular e integral.



  •  Quando falamos dos primeiros estágios da educação   infantil, a visão da sociedade muitas vezes acompanha a   ideia de que a creche é o espaço em que bebês e   demais crianças da primeira infância devem ser   cuidados, como se fosse uma extensão de seus lares. 

Embora seja sabido que a afetividade na relação com as crianças pequenas é muito importante, bem como muitos dos cuidados vão desde os também realizados em casa (como trocar fraldas, dar banho, alimentar, pegar no colo, desenvolver a autonomia paulatinamente), sabemos que a ação educadora vai além. Os estímulos e atividades compreendem uma gama maior de objetivos específicos sem deixar que os fazeres da relação com os pequenos sejam meramente mecânicos.
A instituição escolar pode e deve oferecer cuidados, mas antes de tudo proporcionar à criança uma programação que atenda as necessidades de um crescimento saudável; que seja uma ampliação de sua relação com o mundo; e que garanta o desenvolvimento de habilidades e competências próprias para cada faixa etária.



  •  A comunicação vai além da agenda e o trabalho estende-se da escola para casa (pois as novas   habilidades adquiridas no âmbito institucional poderão e devem  reproduzir-se no lar), e da casa para escola também. 

A creche estimula não apenas socialmente; todos os cantinhos e atividades são pensados para que a criança desenvolva suas potencialidades. E para que isso aconteça a família e escola devem estar muito bem alinhadas nos objetivos a serem alcançados. A boa comunicação entre as partes torna-se a chave para o sucesso desta relação.
As crianças chegam repletam de costumes e hábitos que as cercam desde o nascimento e que são próprios da individualidade de cada uma delas, e também do seus lares. O diálogo família-escola nesta fase da educação infantil é imprescindível; o laço criado deve estar pautado na confiança e respeitos mútuos. As ações educativas que minimizem ou desprezem a comunicação plena entre todos os envolvidos nos percursos de vida dos pequenos estão fadadas a muitos equívocos. É preciso manter a coerência e harmonia nos cuidados oferecidos tanto em casa quanto na creche.



  •  Criaremos aqui um espaço para pensar essa rica relação   entre a creche (educação infantil) e os pais e cuidadores   (família). 

Levantaremos tópicos que estão atrelados ao desenvolvimento dos pequenos em ambos espaços e também, delimitaremos a linha tênue que separa o papel fundamental da escola e da família.
Esperamos que os temas enriqueçam o repertório de conhecimento de professores, coordenadores, equipe escolar, cuidadores e famílias com um único propósito: Estabelecer um maior vínculo entre esses dois espaços essenciais neste momento da vida da criança.

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REFERÊNCIAS

ZABALZA, Miguel. Qualidade em Educação Infantil. Tradução Beatriz Affonso. Porto Alegre: Editora Artes Médicas ARTMED, 1998.


11 outubro 2017

COMO AGIR NA SALA DE INFORMÁTICA?

Por Andréa Gonçalves




A necessidade de novos materiais e recursos didáticos vem evoluindo numa velocidade exponencial, assim como a oferta diversificada dos mesmos. Acompanhando a tendência, algumas escolas contam com Laboratórios de Informática, onde são disponibilizados computadores para uso pedagógico tanto na modalidade online como offline.
Porém, mesmo neste ambiente restrito, é preciso fazer combinados para que o aluno possa dar seus primeiros passos dentro do novo universo em total segurança. A observância de certas normas de convivência organiza as atividades e capitaliza o tempo que o educando passa na frente dos dispositivos. Assim, cientes do que pode ou não pode ser feito, os pequenos trabalham dentro de um marco de contenção que garante as condições necessárias para aprender a interagir com as novas tecnologias e a virtualidade.

 

Junto com meus alunos elaboramos algumas regrinhas que compartilharei com vocês. Porém, cabe a cada professor fazer as adequações necessárias para atender as necessidades específicas da turma e da instituição.










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REFERÊNCIAS

ANTONIO, José Carlos. O Uso Pedagógico da Sala de Informática da Escola. Artigo. Blog Professor Digital, SBO: 08 de maio de 2010. Acesso em 20 de setembro de 2017.

CÂMARA, Juliana Figueiredo. Regras No Laboratório de Informática. Apresentação de diapositivos. Slideshare: 3 de fevereiro de 2015. Acesso em 2 de junho de 2017.

FREEPIK, Imagens Vetoriais. Recursos Gráficos para Todos.

EMEF Alceu Amoroso Lima. Regras do Laboratório de Informática Educativa. Vídeo. Youtube: 20 de fevereiro de 2015. Acesso em 30 de maio de 2017.


07 outubro 2017

ATIVIDADES: DIA DAS CRIANÇAS

Por Andréa Gonçalves

SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES


Tema: Semana da Criança.
Eixos: Artes e Língua Portuguesa.
Público: Fundamental.
Duração:  Todos os anos as escolas preparam atividades especiais para celebrar a Semana da Criança. Nossa sugestão é o planejamento de atividades diferenciadas para serem realizadas ao longo destes cinco dias consecutivos.

JUSTIFICATIVA

O Dia das Crianças no Brasil surgiu do Decreto Lei nº 4867 através de uma proposta de autoria do deputado federal Galdino do Valle. Porém , só ganhou popularidade através da Fábrica de brinquedos Estrela. Nas unidades escolares, esta data é utilizada para proporcionar aos discentes momentos agradáveis de convivência entre todos da comunidade escolar. A criança tem o direito de ser feliz, de ser valorizada, respeitada e amada. Ela passa a maior parte do tempo na escola, que por sua vez desempenha sua função social proporcionando à criança um ambiente feliz, acolhedor e amável.


OBJETIVO GERAL

Ampliar as possibilidades expressivas em jogos, brincadeiras e situações de interação desenvolvendo o raciocínio-lógico; a percepção auditiva e visual; a expressão oral e corporal; e a coordenação motora do educando.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Construir brinquedos com sucatas;
  • Registrar diferentes formas o brincar;
  • Promover atividades extraclasse, variadas e interessantes durante a semana da criança, visando dar a ela oportunidades de lazer e sociabilidade educativas;
  • Valorizar a criança estimulando sua autoestima.

METODOLOGIA








OFICINA I > PETECAS 
(IDEAL PARA QUADRAS DE ESCOLA)


Materiais
• TNT colorido, 50 cm por 50 cm;
• Fita crepe ou colorida para prender (você também pode usar barbante);
• Papel jornal.

1º Momento > Como fazer
Oriente os alunos a amassar as folhas de jornal e colocá-las no meio do TNT, para depois envolver o jornal com o tecido, puxando suas pontas para cima; torcendo-o para que o papel fique bem firme.
Colocar finalmente uma fita crepe ou barbante para prender. É hora de brincar!

2º Momento > Como jogar
Brincadeira na quadra. Separe a turma em dois times (um contra o outro).
Os jogadores se organizam, cada um no seu respectivo campo.
Eles devem lançar a peteca para o lado contrário. Se cair, a equipe adversária marca um ponto.









OFICINA II > MASSINHA DE MODELAR 
(PODE SER FEITA EM DUPLAS)


Materiais
• 4 xícaras de farinha de trigo;
• 1 xícara de sal;
• 1 e 1/2 xícara de água;
• 1 colher de chá de óleo.

1º Momento > Como fazer
Numa tigela grande misturar os ingredientes amassando bem até ficar no ponto de pasta elástica. Para colorir, pingue apenas algumas gotas de tinta guache ou corante de alimentos.

2º Momento > Como jogar

Deixe os alunos brincarem com a massinha e depois coloque em um saquinho plástico para que a levem para casa.









OFICINA III > FANTOCHES COM PALITOS
(PODE SER FEITA EM EQUIPES)


Materiais
Personagens impressos;
Palito;
Tessoura;
Cola.

1º Momento > Como fazer
Distribua os desenhos para as crianças, e solicite que cada uma as pinte como quiser.
A seguir, cole no palito.

2º Momento > Como jogar
Peça à turma que se divida em grupos. Assim dispostos, inventarão histórias para brincar com esses personagens, interagindo criativamente.









RECREAÇÃO > "HAPPY HOUR"
(PODEM PARTICIPAR TURMAS DE OUTROS ANOS)


1º Dia > Cineminha
Professor(a): Previamente, escolha junto aos alunos uma longa-metragem. Leve pipoca, refrigerante, prepare sua sala para que fique aconchegante e bom filme!

2º Dia > Baladinha
Uns dias antes desta atividade, faça uma seleção de músicas e planeje um tema para decorar a sala junto com o grupo. Prepare o ambiente e convide os alunos para dançar e cantar.

3º Dia > Festa à fantasia
Sugira as crianças a elaboração de máscaras; você pode sdisponibilizar diferentes moldes. Depois, convide-as a participar de um "Baile à Fantasia".

4º Dia > Piquenique
Com uns dias de antecedência faça listas de "comes e bebes" juntamente aos discentes. Recomende que eles tragam alguns brinquedos de casa e pratinhos com quitutes diferentes para compartilhar com os coleguinhas enquanto brincam ao ar livre.

5º Dia > Sala de jogos
Proponha à meninada um dia de brincadeiras com games. As escolas com laboratórios de informática podem disponibilizar esse espaço para tal momento, ou utilizar tabletes.
Quem não possui esse recurso pode dispor de passatempos mais tradicionais.


CULMINÂNCIA

Realização de apresentação de músicas, poesias e teatro com pipoca, cachorro quente ou bolo, e entrega de lembrancinhas aos participantes.

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REFERÊNCIAS

FREEPIK, Imagens Vetoriais. Recursos Gráficos para Todos.

SOUSA, Mauricio de. Manual de Brincadeiras da Mônica, Coleção de Manuais da Turma da Mônica. São Paulo: Editora Globo, 2003. Acesso em 28 de setembro de 2017.