«UM BOM EDUCADOR ABRAÇA QUANDO TODOS REJEITAM; ANIMA QUANDO TODOS CONDENAM; APLAUDE OS QUE NUNCA SUBIRAM AO PÓDIO; VIBRA COM A CORAGEM DE DISPUTAR DOS QUE FICARAM NOS ÚLTIMOS LUGARES. NÃO PROCURA O SEU PRÓPRIO BRILHO, MAS FAZ-SE PEQUENO PARA TORNAR OS SEUS FILHOS, ALUNOS E COLEGAS DE TRABALHO, GRANDES». (AUGUSTO CURY)

04 outubro 2016

PROJETO: SUSTENTABILIDADE, PAISAGENS URBANAS E QUESTÕES AMBIENTAIS

Por Andréa Gonçalves



PROJETO

Tema: Sustentabilidade, paisagens urbanas e questões ambientais.
Utilizando materiais recicláveis para transformá-las em ambientes sustentável.
Eixo: Arte.
Público: Infantil I.
Duração: 5 aulas.

JUSTIFICATIVA  

A sustentabilidade surgiu nos últimos anos, mais precisamente em 1987, onde alguns países se reuniram a fim de discutir as questões ambientais de poluição. Segundo o relatório de Brundtland, sustentabilidade é "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas". São atitudes que levam os sujeitos a se tornarem justos socialmente, aceitos culturalmente e viáveis economicamente.
Observamos no decorrer da história da humanidade que há uma intrínseca relação entre ser humano e o meio natural que o cerca. A história mostra que o homem fez da natureza sua habitação e subsistência; no entanto, com o passar dos séculos, esta relação pacífica foi rompida pelo nascimento das novas formas de organização social, a busca incessante pela dominação econômica e a produção em larga escala, somada ao elevado nível de crescimento populacional, produziu uma enorme devastação dos recursos naturais.
O sistema econômico vigente privilegia o lucro e o investimento voraz em produção. O que ocorre, é que, para tanto, são necessárias infinitas reservas naturais que possam ser exploradas pelas grandes indústrias.
Os recursos naturais utilizados pelas indústrias em sua maioria são não renováveis, é muito provável que a crise ambiental que o planeta experimenta não possa ser freada caso as pessoas e as nações não se conscientizem a tempo. Ao mesmo tempo em que os avanços econômicos trazem o desenvolvimento e o bem-estar dos povos, corrompe as reservas naturais, principalmente as dos países subdesenvolvidos, como o Brasil.
Podemos observar no contexto histórico atual que a maior parte da população brasileira se encontra nas cidades, constatamos uma crescente degradação das condições de vida, refletindo uma crise ambiental. Isto nos remete a uma necessária reflexão sobre os desafios para mudar as formas de pensar e agir em torno da questão ambiental numa perspectiva contemporânea.
Leff (2001) fala sobre a impossibilidade de resolver os crescentes e complexos problemas ambientais e reverter suas causas sem que ocorra uma mudança radical nos sistemas de conhecimento, dos valores e dos comportamentos gerados pela dinâmica de racionalidade existente, fundada no aspecto econômico do desenvolvimento.
O conceito de Educação Ambiental passou por várias etapas durante o aprimoramento das ideias que surgiam a partir das discussões a cada reunião e com a realidade socioeconômica mundial, estabelecendo-se, após a Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992 (conhecida como Rio-'92), que: Tendo em vista que a Educação Ambiental estava sendo proposta como uma ferramenta para a formação de sociedades ambientalmente responsáveis, Kloetzel (1998) define Meio Ambiente como sendo o "conjunto de soluções, leis, influências e infraestruturas de ordem física, química, biológica e psíquica, que permite, abriga e rege a vida (e ainda, a qualidade de vida e o bem-estar do cidadão) em todas as suas formas".
Deste modo, torna-se notório a necessidade de abordarmos as questões que tangem a educação ambiental, pois não podemos fechar os olhos para uma Natureza que diariamente revela-se cada vez mais prejudicada pelas ações inconsequentes de nós, seres humanos.
Como educadores, devemos contribuir para formação de uma geração consciente em relação ao seu papel como cidadão voltado para uma valoração ética, social, econômica e ambiental, além de pensar numa escola que promova esse aprendizado, a fim de se ensinar a importância de atitudes de preservação, para que as gerações futuras não sofram com a destruição ambiental.
Por perceber a necessidade de um trabalho que aborde discussões de preservação do meio ambiente, esse projeto buscará desenvolver nas crianças uma cultura de sustentabilidade através da apreciação de obras artísticas que tratem sobre o tema, e de oficinas de arte que inspiram aos alunos a participar de atividades onde as técnicas de reaproveitamento podem valorizar as construções de objetos de paisagens urbanas utilizando materiais alternativos como sucatas.
O fundamental é trabalhar, a fim de aguçar o potencial imaginativo e criativo das crianças. Afinal, brincar de sustentabilidade é possível e educa para um futuro melhor!




OBJETIVO GERAL


Proporcionar através da linguagem artística o conhecimento e a conscientização dos alunos da educação infantil acerca dos temas que envolvam meio ambiente e cidadania, desenvolvendo a construção de atitudes para a preservação e com o desenvolvimento sustentável.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Despertar nas crianças valores e ideias de preservação da natureza e senso de responsabilidade para com as gerações futuras;
  • Sensibilizar de forma lúdica sobre o uso sustentável dos recursos naturais através de suas próprias ações;
  • Apresentar alternativas e soluções para as questões ambientais pertinentes no dia a dia escolar;
  • Conscientizar as crianças sobre a importância do meio ambiente e como o homem está inserido neste meio;
  • Estimular para que perceba a importância do homem na transformação do meio em que vive e o que as interferências negativas têm causado à natureza;
  • Incorporar o respeito e o cuidado para com o meio ambiente;
  • Estimular a mudança prática de atitudes e a formação de novos hábitos com relação à utilização dos recursos naturais;
  • Conscientizar sobre o uso adequando e renovação de certas matérias primas assim como da reciclagem.


CONTEÚDOS


CONCEITUAIS

PROCEDIMENTAIS

ATITUDINAIS


Conhecer e apreciar obras de Tarsila do Amaral contextualizadas na poética da cidade;

Refletir sobre a influência da humanidade no equilíbrio do ambiente;

Observar a paisagem da cidade nos trajetos urbanos.

Observar a paisagem da cidade nos trajetos urbanos;

Exercitar a prática da linguagem prática como representação de sua imaginação e criatividade;

Conhecer um suporte diferenciado para a aplicação de produção plástica, visando o reaproveitamento do descartável ao transformar lixo em objeto de arte;

Experimentar o material reciclado e a sua materialidade enquanto recurso plástico;

Construir uma instalação coletiva com os objetos produzidos;

Reutilizar materiais recicláveis;

Construir uma instalação coletiva com os objetos produzidos;

Construir uma instalação coletiva com os objetos produzidos.


Ter consciência sobre o papel da humanidade em relação da conservação do meio ambiente;

Valorizar atitudes de preservação e conservação ambiental;

Reconhecer atitudes inadequadas para com o seu meio ambiente.


METODOLOGIA

INTRODUÇÃO

Momento Único > Atividade desencadeadora
• Apresentação do tema aos alunos. Conversa dirigida abordando as interpretações, opiniões sobre o meio ambiente e a sua situação atual.
• Apresentação de vídeo educativo infantil, que trate da questão do lixo e da preservação do meio ambiente, trazendo a importância da reciclagem;
• Explicação sobre a importância de reciclar, reaproveitar e reutilizar, respeitando a vida, os recursos e a ecologia.




1ª ATIVIDADE
CONTEXTUALIZAÇÃO

Análise da realidade ambiental na comunidade
• Apreciação de obras de arte que retratem a paisagem urbana;
• Conhecimento de pintores diferentes e das técnicas artísticas empregadas por eles: Jackson Pollock, Andy Warhol, Vick Muniz e Tarsila do Amaral.
• Compreensão do espaço urbano através da análise das obras desta última artista brasileira, percebendo as características próprias do entorno.


2ª ATIVIDADE
PRODUÇÃO ARTÍSTICA

1° Momento > Conhecendo os materiais
Os alunos prepararão o material para dar início a atividade artística propriamente dita.

2° Momento > Mãos à obra! 
A professora dará orientações para que possam construir uma casinha utilizando como base as embalagens de caixinhas de leite já usadas, descartadas, e devidamente higienizadas.


CULMINÂNCIA

As atividades chegarão ao fim quando o trabalho da turma seja exposto na escola uma vez finalizada toda a decoração interna e externa, feita também com materiais reaproveitados.


AVALIAÇÃO

Observação da participação dos discentes durante todas as aulas.

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REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasilia: MEC/SEF, 1998. Acesso em 4 de outubro de 2016.

KLOETZEL, Kurt. O Que É Meio Ambiente. Editora Brasliense, Coleção Primeiros Passos, 1993.


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