«UM BOM EDUCADOR ABRAÇA QUANDO TODOS REJEITAM; ANIMA QUANDO TODOS CONDENAM; APLAUDE OS QUE NUNCA SUBIRAM AO PÓDIO; VIBRA COM A CORAGEM DE DISPUTAR DOS QUE FICARAM NOS ÚLTIMOS LUGARES. NÃO PROCURA O SEU PRÓPRIO BRILHO, MAS FAZ-SE PEQUENO PARA TORNAR OS SEUS FILHOS, ALUNOS E COLEGAS DE TRABALHO, GRANDES». (AUGUSTO CURY)

03 novembro 2016

TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO: PARCERIA QUE DA CERTO!

Por Andréa Gonçalves


FERRAMENTAS DIGITAIS NO ÂMBITO ESCOLAR?

A resposta é... Sim! Os avanços tecnológicos fazem parte da nova genética da sociedade moderna, e por este motivo não mais podem ser ignorados pelas suas instituições, principalmente aquelas relacionadas com o ensino.
O acesso a ambientes virtuais tem trazido questionamentos; sua inclusão apresenta aspectos positivos e negativos. Se por um lado se fazem mais presentes do que nunca na vida das pessoas tornando-se uma linguagem usual, por outro trazem uma quantidade infinita de informações, que muitas vezes não são processadas de forma reflexiva.

Para mudar esse comportamento o investimento na educação é necessário; o analfabetismo digital precisa ser combatido. Antes dos alunos, deve-se erradicar a ignorância da nova linguagem primeiramente entre os educadores, que ainda sentem-se ameaçados e incapacitados para trabalhar com estes dispositivos.

Estar em contato com estas mudanças promove nos atores envolvidos o letramento digital na aprendizagem, dando significado a mesma. Mas o que seria este letramento? Seria nada mais do que aprender para a vida, promovendo momentos de reflexão sobre os usos de instrumentos tecnológicos em todas as esferas sociais, instigando a autonomia e criatividade de todos o que dela se apropriam.
Claro que para incluir essas ideias são necessárias políticas públicas que realmente se preocupem com este fato; mas enquanto isso, os pequenos investimentos que tem sido feitos devem ser aproveitados e explorados para a construção de novas metodologias de trabalho escolar.
É preciso deixar de lado conceitos enraizados na educação tradicional para investir em uma cultura voltada ao desenvolvimento integral dos seus indivíduos.

Por isso, à escola, cabe também o papel de não apenas educar, mas de fazer perceber um novo mundo que está à nossa volta, fazendo o aluno reaprender o olhar sobre o ensino para que possa integrar o seu eu ao tecnológico, favorecendo sua integração numa sociedade que exige o entendimento de todo esse processo de mudanças que de outra forma poderia acarretar na sua exclusão (Gómez, 2003).


Os educadores envolvidos nesse processo precisam agir como moderadores, colaboradores, orientadores, incentivadores, pesquisadores e problematizadores de descobertas. As metodologias empregadas podem ser diversificadas utilizando as ferramentas tecnológicas para atingir os objetivos propostos, oferecendo um ambiente que promova o avanço dos alunos.
A escola precisa organizar sua matriz curricular criativa e inovadora voltada aos conhecimentos contextualizados, tendo como objetivo preparar os educandos para novos desafios que a sociedade apresenta hoje, como o de enfrentar um mercado de trabalho cada vez mais voltado a uma economia baseada em informações. Atualmente, a quantidade de conhecimentos disponíveis é enorme, sendo necessário saber selecionar o que se deve aprender e onde investir o tempo para melhorar o crescimento intelectual e profissional.

Gestores e educadores tem que ter a sensibilidade de promover um processo onde os educados possam exercitar estas novas habilidades com a competência exigida fora do espaço acadêmico. 

O ensino reflexivo precisa ser o norteador, tendo em vista a ampliação do repertório dos discentes, não só quanto a informações científicas, mas também o desenvolvimento sociocultural, privilegiando o respeito à diversidade, aos bens culturais diversos e de todas as camadas sociais. Desta forma, a democratização da linguagem tecnológica será uma arma contra as formas de dominação, exclusão e discriminação.

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REFERÊNCIAS

DE MORAES, Vânia. Conhecimento, Cultura e Linguagens, 1º edição. Taubaté: UNITAU-EAD, 2011.

GÓMEZ, Guillermo Orozco. Comunicação, Educação e Novas Tecnologias: Tríade do Século XXI. Comunicação & Educação. Revista do Departamento de Comunicações e Artes, v. 8, n. 23. São Paulo: ECA-USP, 2002.

NAKAMOTO, Persio; RODRIGUES, Patrícia. Educação Em um Novo Tempo Mediado PelasTecnologias. São Paulo: FAMESP, dezembro de 2012. Acesso em 15 de outubro de 2016.


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